Tudo se inicia na minha, incansável, perseguição ao papel. Hoje eu gosto de ver o papel como uma interessante variável dos processos de impressão; capaz de modificar seu aspecto completamente, com o sua composição e as suas diferentes texturas.

Mas desde pequena até as minhas cartinhas de amor eram tão bem elaboradas com recortes de papel que eu devia pensar que os garotos achavam papéis tão importantes quanto eu sabia que eles eram.

Muitos estúdios de impressão nasceram a partir do fascínio pelo produto de luxo e artesanal importado. Eu cresci esta amante de arte com papel, frequentando gráficas tradicionais barulhentas e brincando de letrinhas de metal sujas de graxa. Seria difícil não imaginar que, no futuro, as minhas decisões profissionais me levariam cada vez para mais perto das experiências gráficas.

Eu só queria fazer alguma coisa nova, mas, ao mesmo tempo, uma coisa bem velha!

Certo dia, já há 10 anos tocando meu próprio negócio e exercendo minha profissão como publicitária, me encontrei carente de soluções para as limitações das gráficas atuais e decidi criar a minha própria: um ateliê dedicado às artes gráficas tradicionais, resgatando o passado enquanto incluía no repertório as mais novas técnicas. Eu só queria fazer alguma coisa nova, mas, ao mesmo tempo, uma coisa bem velha! E assim nasceu “com prazer, a velha gráfica”: onde oferecemos serviços de impressão em tipografia, letterpress, relevo seco, hot stamping, serigrafia (esta usamos no lugar do relevo americano!) além de acabamentos especiais, tudo produzido em papéis especiais.

Três anos já se passaram e, até aqui, tive o prazer de contar com os Gráficos da minha infância para me orientar. Cansados, admirados, esperançosos; alguns duvidosos. Mas todos demonstraram imensa alegria neste resgate e fazer parte disso me emociona muito!

Estas pessoas são as minhas variáveis, capazes de modificar o aspecto do meu trabalho completamente, com a sua composição e as suas diferentes texturas.

Outro prazer sem igual foi conhecer o engenheiro mecânico Mário Iglezias que é um gênio das máquinas gráficas, me ensinou tanta coisa, inclusive a operar minha Heidelberg Windmill e me tornar uma impressora tipográfica aprendiz. Os impressores Marcus Antônio e Anderson Gomes que são meus parceiros, meus mestres, aprendi muito com eles! Estas pessoas são as minhas variáveis, capazes de modificar o aspecto do meu trabalho completamente, com a sua composição e as suas diferentes texturas. Eu não sei dizer como tudo isto seria sem eles!

Polyanna Almeida